Dízimos

29-05-2016 17:34
A seguir, um texto que prega contra a instituição dos dízimos. As refutações de minha parte, com base na bíblia e sem torcer o entendimento, estarão em vermelho.
 
 Muitos grupos entre as igrejas protestantes insistem que o membro é (ou deve ser) forçado a dar o dízimo, que, ensinam fazer parte dos mandamentos de Deus para a igreja. Nada mais errado! Já explicamos várias vezes o que o dízimo é (é o que?), mas resumamos aqui o assunto mais uma vez.
1. O dízimo era um sistema de contribuição ordenado por Deus a fim de suportar e sustentar, na nação de Israel, a tribo dos Levitas, a qual foi encarregada de operar o Tabernáculo em todas as suas funções, e não recebeu qualquer herança de terras.
 
Errado. A prática do dizimar remonta o tempo da lei mosaica. Em Gn 14.20, vemos Abraão dando dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, que por sua vez representa o sacerdócio de Cristo, como o autor de Hb 5.6 nos afirma, o que já tinha sido profetizado por Deus atravé do salmista Davi em Sl 110.4.
Ainda em Gn 28.22, é a vez de Jacó dar dízimo ao Senhor. Note que nestas passagens eles eram observadores e praticantes dessa prática não no "afim de suportar e sustentar a nação de Israel", mesmo porque ainda não havia a tal nação de Israel como mencionada acima, mas sim com algo que se entregava exclusivamente a Deus através de um sacerdote. 

Foi somente após a saída dos israelitas do Egito que o dízimo foi regulamentado para o sistema levítico. Ele era dado ao levita, devido a não ter “herança na terra”, isto é, ele vivia exclusivamente para o serviço religioso e isso lhe dava direito a todos os dízimos (Lv 27:30-34)..
 
2. O Senhor Deus ordenou que o dízimo fosse apenas 10% do total das colheitas e dos rebanhos criados anualmente. O Israelita ficaria, portanto, na posse dos90% restantes para seu uso pessoal.
Mais uma vez, errado. Os israelitas tinha em tempos de peregrinação pelo deserto, pelo menos três tipos de  dizimos, cada qual para seu objetivo. 
Em Nm 18 vemos a instituição das primicias ao Senhor e nos versículos 24 ao 31 a instituição do 1° tipo de dízimo, aos levitas e o dízimo dos dízimos, que era para os sacerdotes.
Em 
Deuteronômio 12:5-18 o 2°, promovendo a adoração em família. A ênfase está no uso de uma décima parte das rendas para a adoração em família. Os servos e o levita estariam presentes como participantes. O lugar mencionado nesta passagem é uma referência ao local onde estivesse o tabernáculo, Templo israelita. O levita não recebia esse dízimo pois era apenas um convidado ao banquete religioso da família.
Já em 
Deuteronômio 14:22-28 o 3°, lembrando dos pobres, viúvas e órfãos. Basicamente o mesmo conteúdo da passagem anterior com algumas informações adicionais. O banquete seria realizado a cada terceiro ano, evidentemente dentro do círculo sabático, isto é, ao terceiro e sexto anos. Caso o adorador morasse longe e fosse dificultoso transportá-lo , esse dízimo poderia ser vendido, se fosse de produtos agro-pecuários, e trocado por dinheiro (o que não era permitido fazer com o dízimo dos sacerdotes), e levado ao local do templo e no lugar determinado ele faria a festa. Nos outros anos o banquete deveria ser realizado em casa e a lista de convidados, desta vez, seria aumentada estendendo-se aos pobres, viúvas e órfãos. Mais uma vez é o adorador quem faz uso desse dízimo ao seu bel-prazer e o levita não o recebe, ele é, novamente apenas mais um convidado, como os demais, visto não ter “herança na terra”.
 
3. Pregar sermões sobre o dízimo é totalmente contra as Escrituras. A pregação deve concentrar-se unicamente sobre a simplicidade do evangelho, excluindo tudo o mais, seja dízimos, finanças, política e outras matérias prejudiciais.
Aqui cabe apenas um breve comentário. O próprio apostolo Paulo, a quem tanto se referiram mais abaixo, tratou de pregar e ensinar sobre assuntos voltados a dinheiro e sustento dos ministros do evangelho, leia ICo 9. Vale lembrar que Paulo menciona o antigo testamento como base de seus argumentos. 

Pagar ministros era uma prescrição da lei (v. 8 e 9), e esta o fazia pelo sistema de dízimos (Nm 18). 
O verso 13, diga-se, é uma referência direta do dízimo. Pois baseia seu apelo para o pagamento de ministros da igreja no direito dos sacerdotes e levitas que tinham seu sustento garantido pelo dízimo, a principal de suas entradas. Afinal não eram os sacerdotes e levitas os únicos que se podiam achegar ao altar e prestar o serviço sagrado no Templo (Nm 18:20-26? Olha o que realmente o apostolo Paulo pensava sobre o assunto:
Essa parte, devida aos sacerdotes, é um direito do qual já estavam fazendo uso pois eles (Paulo e Barnabé, não trabalhavam secularmente), (vv. 01 ao 11).
1 Näo sou eu apóstolo? Näo sou livre? Näo vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Näo sois vós a minha obra no Senhor?
2 Se eu näo sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.
3 Esta é minha defesa para com os que me condenam.
4 Näo temos nós direito de comer e beber?
5 Näo temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmäos do Senhor, e Cefas?
6 Ou só eu e Barnabé näo temos direito de deixar de trabalhar?
7 Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e näo come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e näo se alimenta do leite do gado?
8 Digo eu isto segundo os homens? Ou näo diz a lei também o mesmo?
9 Porque na lei de Moisés está escrito: Näo atarás a boca ao boi que trilha o gräo. Porventura tem Deus cuidado dos bois?
10 Ou näo o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante.
11 Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais
?
 
4. Levantar a oferta durante o culto é um erro gravíssimo na igreja protestante, especialmente quando é feito antes do sermão, levando o observador inteligente a relacionar o sermão com a necessidade de pagar primeiro para depois ouvi-lo!
5. No caso de estar presente no culto um convidado, ao qual lhe é pedido (discretamente, claro) para contribuir com oferta para um grupo onde nem sequer pertence, isso é uma gravíssima falta de consideração e falta de boas maneiras. Infelizmente as igrejas protestantes de hoje estão reduzidas a esta deplorável eindesculpável falta de educação elementar e moral.
Bem, não encontramos em toda a bíblia um só texto que desaprova a coleta de dízimos e oferta nos cultos, entretanto em ICo 16.1 ele (Paulo), dá uma instrução, um mandamento aos irmãos de Corinto  que ele já tinha ordenado às IGREJAS da Galacia, de fazerem coletas no 1° dia da semana. Em algumas vesões aparece o versículo dizendo " cada qual coloque em parte, em casa,..." pois ainda não havia igrejas, mas onde ja havia, era uma ordenança.
E no nosso caso, fazemos depois da palavra, não pela questão citada acima, mas por uma questão de diretriz do Espírito Santo e  organização e  objetivos de cada momento do culto.

 
6. O dízimo não é uma forma de oferta no Novo Testamento, nem foi sancionado pela igreja, visto que a igreja não é Israel! Paulo dedica o capítulo 9 de sua segunda carta aos Coríntios ao assunto das ofertas e nunca menciona o dízimo. O mesmo acontece em Filipenses 4:10-19.
A igreja primitiva afastou-se do princípio dizimista por razões óbvias: era um sistema que tinha morrido com a Dispersão de Israel, devido à desobediência aos outros mandamentos mais importantes, tais como repudiar a idolatria. Os judeus que ocupavam a Palestina ao tempo de Jesus já pagavam um pesado tributo a Roma, o que os deixava com menos de 90% estabelecido para a nação de Israel. Embora dessem o dízimo de tudo, Deus já não apreciava tal ritual.
O mesmo acontece hoje. O cristão é obrigado a contribuir para o estado onde vive, com bem mais que os 10% que era a norma em Israel. Assim, o cristão jamais pode obedecer a norma dos 10% pois também os 90% não lhe estão garantidos ou reservados. Daí, o sistema cair em desuso por ser impossível praticá-lo.
Deus foi justo com DEZ POR CENTO, assim como foi justo com os NOVENTA POR CENTO que ficavam! Mas a igreja APÓSTATA de hoje é desonesta nessa matéria devido à IGNORÂNCIA dos líderes e sua VAIDADE religiosa!

1°-A palavra dízimo não é usada de forma direta nas instruções à igreja sobre o assunto, no entanto é bom lembrar que a omissão não invalida a doutrina e nem o Novo Testamento se destina a ser o instrumento único que vai estabelecer as doutrinas válidas da igreja. Uma doutrina não precisa ser repetida nos escritos neotestamentários para ser validada. Aliás, o Antigo Testamento eram as Escrituras usadas pelos apóstolos e na qual respaldavam seus ensinos. Encontramos, porém, no Novo Testamento, o ensino do dízimo abordado de outra forma, nos argumentos em favor de uma visão mais exaltada do ministério cristão e seu direito à justa remuneração. Como o dízimo subsistia, anteriormente, sem a lei levítica, como já foi visto, persevera após ela. Na igreja primitiva não foi abolido nada em relação ao seu  sustento. Como já vimos, Paulo lembra os primitivos cristãos quanto a forma de sustendo da obra, dos santos, dos ministros, das viúvas, dos pobres e etc..., citando exatamente textos da lei dada ao povo de Israel, na qual continha o dízimo, e Paulo em nenhum momento o desaprovou . E se fosse errado, Deus traria isso ao nosso cohecimento de forma clara, não dedutiva, como se faz em certas ceitas.
Quanto ao pagar os impostos, Jesus foi muito enfático, dar ao governo o que é do governo, e a Deus o que é de Deus, e se havia parte do dinheiro do povo que era destinado a obediência em Deus, isso também se aplica aqui.

 
7. O princípio cristão encontra-se determinado em 2 Coríntios 9:6-7. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria”. Quando o pastor requer do membro o seu dízimo POR NECESSIDADE (conforme o versículo!), baseada na VAIDADE da carne, isso é CONDENADO por Paulo (muitos maus exemplos ilustrariam aquelas três palavras, se quiséssemos aprofundar o tema!)!
Não é requerido em nossa igreja o dízimo por necessidade, mas por obediência a palavra de Deus. O versículo referido acima, trata de ofertas alçadas, ou seja, ofertas com um fim específico, como construção, aquisição de bens, etc., assim como foi na construção do tabernáculo em Ex 25.2, e na restauração do templo nos tempos de do rei Joás.

 
Ora, dar 10% do salário grosso antes de lhe ser retirado pelo menos a fatia dos 30% para o estado, não é bíblico. Alguns grupos vão ao extremo (como os Nazarenos, da África do Sul) de insistir que o membro tem a obrigação de contribuir com 10% do salário bruto!
Tal absurdo é o que leva muitos observadores a rejeitar certos grupos de igrejas e acusá-los (justamente) de mentirosos, gananciosos, VAIDOSOS, desperdiçadores e sem amor àqueles que tentam explorar à custa de Malaquias 3 e outros ERROS doutrinários!
Gálatas 5:1: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”. Gálatas 5:14: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. 
Não podemos responder pelos tais "Nazarenos", o que pregamos é obediência a palavra de Deus, que como já foi mostrado acima, dízimos tem a ver com primícias, ou seja primeiro, e também diz que era de todo o sustendo, então que seja do todo.
Quanto as texto de Gl 5.1, o contexto da primeira parte nos mostra que o assunto era sobre circuncisão, e não dízimos ou ofertas, e na segunda parte o contexto trata da amar o próximo, mais uma vez não cita dízimos e ofertas. Vale dizer que a respeito da segunda parte do versículo Jesus disse: Mc 12.29~31
29  E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
30  Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coraçäo, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
31  E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Näo há outro mandamento maior do que estes.

 
8. Usar Mateus 22:21 para defender o dízimo é um absurdo teológico, mas, infelizmente, as igrejas que o defendem não se poupam a esforços para justificar passagens como esta. A palavra DÍZIMO não aparece no versículo e Jesus não estava a instruir a igreja que ainda não existia. César, de fato, levou para Roma tudo o que lhe pertencia como conquistador, conforme Jesus avisou, destruindo o templo e rapinando toda a sua riqueza e glória.
Já comentei este pouco mais acima.

 
9. Citar Mateus 23:23 para reforçar Malaquias 3:8-10 é outro estratagema desonesto dos defensores do dízimo e um insulto à inteligência quando vem dos púlpitos! As palavras ásperas de Jesus jamais poderiam ser aplicadas à igreja que ainda não tinha nascido naquele momento.
O Novo Testamento deixa claro que o Senhor Jesus reconhecia o dízimo como um mandamento válido aos Israelitas, inclusive, era judeu e nascido sob a Lei ("Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei," Gl 4.4), com a missão de cumpri-la ("Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra." Mt 5.17,18).
Jesus por sua vez, também nunca pregou contra o dízimo, e volto a dizer, a ausência do termo não invalida o mandamento.

Mateus é o elo da revelação progressiva do VT para o NT que estava tendo lugar com a presença FÍSICA do Senhor na terra. Paulo, que entendia perfeitamente toda a lei do VT jamais escreveu uma palavra para aplicar o dízimo à igreja.
Mas também não escreveu para não pratica-la, se fosse errado, com certeza escreveria, ainda mais sendo Paulo.

O princípio bíblico para as igrejas que Paulo fundou e a doutrina que passou a Timóteo estabelece que “o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Cor 9:6), mas a graça de Deus (v.8) abundante em nós, produz boas obras. Pouco ou muito, deve redundar emboas obras e bom fruto e não desperdício. Paulo equaciona a oferta aos santos em necessidade com a glória que essa oferta traria para o evangelho de Cristo (v.13).
Novamente um erro de interpretação. Aqui trata-se de ofertas alçadas, não de dízimos.

 
Ora, não é o que se observa na igreja destes dias de Laodicéia (Apoc 3:14-22): riqueza material aos olhos humanos, porém produzindo aos olhos do Espírito Santo uma figura das mais negativas que a Bíblia descreve (3:17).
A igreja citada no versículo, é uma igreja morna, aquela que transgride com o mundo, e em comportamento, se assemelha à sociedade ímpia ao seu redor; professa o cristianismo, mas na realidade é espiritualmente "desgraçada e miseravel" vv 17,18. Em nenhum momento trata do assunto em questão.

O princípio de Paulo é uma igreja onde a oferta é para produzir BOM FRUTO.
Segundo o mesmo apóstolo, levantar a oferta durante o culto nunca se aplicaria nas igrejas por ele fundadas (1 Timóteo 6:3-21 – ver o contexto em que Paulo escreve a Timóteo)! “Nessa cobiça, alguns se desviaram da fé”. Paulo ordena Timóteo à luta pela fé, e não a pregar sobre dinheiro, sobre o dízimo, sobre orçamentos, compra de propriedades, investimentos a prazo, candelabros de luxo, e muitas outras VAIDADES (Eclesiastes 1:2) copiadas de seitas como a do papa, onde existem catedrais com o nome do apóstolo, o que ele abominaria!
Este texto de ITm 6.3-21, refuta o amor ao dinheiro, ensina sobre a piedade vv6, estar aradecido a Deus pelo que temos vv8, que os ricos caem em tentação, relemrando as palavras de Jesus em  Lucas 18.24,25 (o jovem rico que queria ir para o paraiso , mas estava apegado ao seu dinheiro) e etc.., mas em momento algum prega contra o dízimop e ofertas.

 
Diante do tribunal de Cristo, Paulo quererá saber quantas almas por ele evangelizadas foram arrancadas à IDOLATRIA e não quantas catedrais com o seu nome foram levantadas para praticar o culto aos ídolos! Entre os protestantes e neo-cristãos, milhões vindos da oferta são enterrados nesses monumentos para satisfazer a vaidade dos homens.
Em termos práticos, a oferta (segundo Paulo) seria recolhida dos crentes para produzir BOAS OBRAS e bom fruto para glória do evangelho de Cristo (v.13), auxiliando, primeiro, os santos em necessidade (2 Cor 9:12), sem ferir nenhum deles com arrogantes ameaças sobre o dízimo! As seitas nascem onde a palavra de Deus é interpretada primeiro para favorecer o homem (o dízimo tem produzido uma leva de seitas!).
Reitero que dízimos em nossa igreja é para manutenção do templo, nunca para benefício de homens.

 
Retirar a oferta a esses grupos é a melhor oferta que se pode dar, para que a vaidade seja destruída pelo trabalho útil. Provérbios 13:11 – “A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará”.
Aqui a refutação é contra a soberba, novamente não tem espaço para interpretação ao dízimo.

 
10. Usar Malaquias 3:8-10 é outra TERRÍVEL HERESIA praticada por quase todas as denominações. A passagem nada tem a ver com a igreja, e lendo cuidadosamente o contexto, a razão da exclamação de Deus salta à vista! Que horrível heresia falta de educação do ministro ir ao ponto de acusar a congregação de roubar a Deus quando, muitas vezes o grupo desperdiça milhares em vaidades humanas e, até, o ministro em muitos desses casos, não passa de um mercenário que não ama as ovelhas do seu rebanho, antes as maltrata, pois nunca foi chamado para as levar a pastos verdejantes!
Além disso, os membros da igreja são, em geral, os melhores amigos do pastor, e ainda assim são maltratados por ele no que respeita a dinheiro! Líderes que usam o púlpito para ROUBAR os crentes deviam ser despedidos do ministério sem mais rodeios.
Já tratei sobre este versículo. Em momento algum imputamos culpas, ou maltratamos membros, apenas ensinamos a palavra de Deus. Entratetanto aqueles que porventura se sentirem assim, podem muito bem procurar-nos para os devidos esclarecimentos, se ainda assim, não se sentirem bem de conformidade com essa doutrina, tem o direito e liberdade, de abençoados pelos pastores, se desligarem do ministério, o que ainda não aconteceu, e que não é nosso propósito.

 
11. Leia Deuteronómio 14:28-29 e imagine a impossibilidade de praticar o dízimo no presente, fora da nação de Israel do passado.
 
É bom relembrar, pois já falei isso na outra oportunidade, que:

"Se Jesus não veio abolir a lei, todas as leis do A.T. ainda se aplicam a nós hoje? 
É preciso lembrar que havia três categorias de leis: A cerimonial, a civil e a moral.

1. A Lei Cerimonial diz respeito especificamente à adoração por parte de Israel (Levítico 1:2-3). Seu propósito primário era apontar adiante, para Cristo, portanto, não seria mais necessária depois da morte e ressurreição de Jesus. Mesmo não estando mais ligados à lei cerimonial, os princípios que constituem a base da adoração - amar e adorar ao Deus Santo - ainda se aplicam. Jesus foi frequentemente acusado pelos fariseus de violar a lei cerimonial.

2. A Lei Civil se aplicava à vida cotidiana em Israel (Deuteronômio 24:10-11). Pelo fato de a sociedade e a cultura modernas serem tão radicalmente diferentes das daquele tempo, esse código como um todo não pode ser seguido. Mas os princípios éticos contidos nos mandamentos são atemporais, e devem guiar nossa conduta. Jesus demonstrou estes princípios por meio de sua vida exemplar.

3. A Lei Moral (como os Dez Mandamentos) é a ordem direta de Deus, exige uma obediência total (Êxodo 20:13), pois revela sua natureza e vontade. Assim, ainda é aplicável em nossos dias. Jesus obedeceu completamente à Lei Moral."
"Estas leis, dadas a Moisés no Monte Sinai, eram o fundamento da vida civil, moral e cerimonial da nação. Ainda devemos considerar as leis morais porque elas são aplicáveis a todas as gerações."
"Nos dias de Jesus, os livros sagrados eram chamados 'A lei e os profetas' (Mateus 22:40). Quando Jesus disse que 'a lei e os profetas duraram até João', não estava se referindo aos dez mandamentos (Decálogo), mas a todas as regras, preceitos e decretos, que foram entregues por Deus a Moisés."
12. Como grande parte das heresias, forçar a igreja a pagar o dízimo foi ressuscitado pelos papas da seita de Roma, ao tempo do Sínodo de Macon – 585 DC. O católico foi instruído a pagar o dízimo sob pena de excomunhão, o que aterrorizava o povo simples e iletrado no catolicismo. “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”, 1 Timóteo 6:10.Já comentado.
 
Mais tarde, o diabólico confessionário (uma invenção religiosa que nasceu no INFERNO!) iria reforçar aquela obrigação fiscal à seita diabólica, com ameaças de grave pecado caso não fosse obedecido. Pelo tempo de Carlos Magno (século 8), as nações católicas eram forçadas a contribuir com o dízimo para os cofres de Roma. O “Santo Império Romano” praticou por séculos o assalto à bolsa e à propriedade dos seus cidadãos. 
Isso não se aplica a nossa igreja.

 
A MALIGNA Inquisição aumentou muito o patrimônio papal à custa das suas expropriações, Indulgências e ROUBOS em nome do papa. A partir do século 16, os Anabaptistas começaram a pregar contra o sistema fiscal dos papas e após a Reforma diminuiu esse pecado e abuso nos países libertados de Roma. OConcilio de Trento (século 16) decretou que era crime reter o dízimo.
Não foi o concílio, mas a palavra de Deus.
Revolução Francesa acabou com o “Santo Império Romano” e o sistema fraudulento de cobrança de dízimos acabou por aí.
13. Reter o dízimo não é pecado! Dar meio por cento, 10% ou o que quer que seja, fica ao critério de cada um, segundo 2 Coríntios 9:6-7. 
Aqui trata de ofertas, como já falei.
 
Ameaçar os crentes com o dízimo (ou com Malaquias 3:8) é um PECADO GRAVÍSSIMO e extremamente reprovável das igrejas protestantes! Isso, além de serfalta de amor, respeito e educação por parte daqueles que insistem nessa heresia!
 Não ameaçamos os crentes, ensinamos a palavras sem lire intrpretação. Se ensinamos a palavra de forma limpa, não é heresia.

 
Muito do dinheiro coletado hoje é para usar mal e/ou enterrar em propriedade ou outras vaidades das igrejas. Alguns grupos (os Nazarenos, da África do Sul, por exemplo) têm tanta propriedade que se os membros deixassem de dar oferta, a venda dessas propriedades manteria a inútil liderança por várias décadas.
Como ja disse, não posso responder pelos "Nazrenos". E há sim, muitos usando o dinheiro sendo mal usado, mas isso não constitui a totalidade.


As igrejas protestantes seguem de perto a vaidade dos papas com as suas catedrais e outros monumentos (até chegar “César” e destruir tudo!). Os grupos carismáticos e neo-pentecostais e outros (grupos como a IURD – Igreja Universal do Reino de Deus!), além de ofenderem/roubarem os seus membros compregações acerca de dinheiro, contribuem para a desonra do evangelho e é necessário repreendê-los pela ofensa.
Ofensa que não achou base na bíblia, mas no julgamento errôneo e preconceituosode uma ceita.
Se fosse uma ofensa, de todos os apóstolos, ninguém enfatizou tal repreensão, nem Jesus. Inclusive, vou usar a Paulo, que tanto foi citado no e-mail que recebi
e comentar, que:  O mesmo Paulo que tanto foi mencionado, como base (torcida) contra o dizimo e uso do dinheiro, abriu mão nesta ocasião (1 Co 9:12, 15), entre os coríntios (2Co 11:7), por causa da contestação do seu apostolado (2Co 11:5, 6) e para não dar ocasião aos falsos apóstolos (2Co 11:8 a 13), no entanto usou desse direito aceitando salário de outras igrejas (2Co 11:8) que por sua vez, tinham suas entradas da maneira que Paulo afirmou, usando os textos da lei, onde repousava a legitimidade de ofertas e dízimos.
 
O que vai por aí nas igrejas evangélicas com “promessas” para isto e para aquilo, mais envelopes para pôr dinheiro para este e aquele projecto, mais gráficos para ofertas especiais, etc., não passam de meios NÃO BÍBLICOS de forçar as vítimas a contribuir debaixo de ameaças disfarçadas!  
14. Desafiamos quem quiser defender o dízimo pelo Novo Testamento – uma IMPOSSIBILIDADE! Advertimos que já ouvimos TODAS as explicações possíveis e imaginárias daqueles que ABUSAM e exageram o assunto! A situação no meio evangélico é de tal APOSTASIA que o crente devia RETER a sua oferta a fim de ser abençoado por Deus. A destruição da oferta em VAIDADES humanas é uma PRAGA pior que as que atacaram o Egito! 
15. O crente atento deve ter muito cuidado com a sua oferta, a fim de não a DESPERDIÇAR e, no processo, PECAR contra Deus e contra a igreja verdadeira (os irmãos que têm verdadeiras necessidades – e há MUITOS nas igrejas e fora delas – esses que estão fora, também necessitam da nossa  oferta, pois muitas vezes foram VÍTIMAS daqueles aldrabões do púlpito!), além de, vítima de pastores oportunistas e moralmente mal formados (!), além de ARROGANTES com Malaquias 3:8 (!), PREJUDICAR a sua própria família, retirando-lhe o pão para o entregar a IMPOSTORES ecumênicos e outros!

 

Em nossos dias o ato de dizimar e ou ofertar estão desgastados; é visto pela sociedade como um meio de explorar a fé dos mais simples. Esta visão deturpada nasceu em decorrência dos exageros praticados por pregadores que não observam os princípios de Deus em suas vidas, e literalmente roubam os servos ao fazerem promessas mirabolantes de riquezas e prosperidades advindas da entrega do dízimo.

O Apostolo Paulo, escreveu uma carta à igreja de Corinto, na qual diz:
“O homem natural não aceita as cousas do Espírito... pois lhe é loucura; e jamais pode entendê-las.” 1Co 2.14

O dízimo é uma bênção àqueles que nasceram de novo e são movidos pelo Espírito de Deus em todas as situações. O homem natural (em pecado) não entende estas coisas e são tomados por questionamentos diversos, usando-os como base, não aceitam a nosso ato de alegria que leva-nos a reservar partes dos rendimentos para o Senhor e disponibilizá-los na forma de dízimos e ofertas.

Inclusive é comum ao “homem natural” questionamentos tais como:
. Deus não precisa de dinheiro!
. Deus é dono de tudo!
. Não vou encher a barriga de pastor!
. Ganho pouco, e sou pobre!
. Não sobra para o dízimo!
. Tenho escola das crianças, e muitas despesas!
. Isto é para os ricos!
. etc.

São homens que ainda não entregaram verdadeiramente suas vidas nas mãos do Senhor, são “naturais” e não conseguem enxergar com os olhos do Espírito a vontade de Deus para a vida de seus escolhidos, ao eleger-nos como provedores de Sua Obra.

Jesus literalmente afirma: “ Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” Lc 14.33

Esta é a principal condição exigida aos servos, a renúncia. Quando renunciamos a princípios, pensamentos, finanças, conhecimento, sabedoria e até a razão; nos tornamos “barro na mão do Oleiro” e somos reconstruídos com as qualidades comuns a Cristo. Estas “novas criaturas” são tomadas pelo Espírito Santo e as “coisas espirituais” afloram em atos e ações.


Espero que tenha conseguido esclarecer as dúvidas que pairavam sobre o assunto, e demonstrado como nós enxergamos a questão.

Em cristo
 

Eric  Telles

Minístro Líder de Louvor.