Dízimos
Ainda em Gn 28.22, é a vez de Jacó dar dízimo ao Senhor. Note que nestas passagens eles eram observadores e praticantes dessa prática não no "afim de suportar e sustentar a nação de Israel", mesmo porque ainda não havia a tal nação de Israel como mencionada acima, mas sim com algo que se entregava exclusivamente a Deus através de um sacerdote.
Foi somente após a saída dos israelitas do Egito que o dízimo foi regulamentado para o sistema levítico. Ele era dado ao levita, devido a não ter “herança na terra”, isto é, ele vivia exclusivamente para o serviço religioso e isso lhe dava direito a todos os dízimos (Lv 27:30-34)..
Mais uma vez, errado. Os israelitas tinha em tempos de peregrinação pelo deserto, pelo menos três tipos de dizimos, cada qual para seu objetivo.
Em Nm 18 vemos a instituição das primicias ao Senhor e nos versículos 24 ao 31 a instituição do 1° tipo de dízimo, aos levitas e o dízimo dos dízimos, que era para os sacerdotes.
Em Deuteronômio 12:5-18 o 2°, promovendo a adoração em família. A ênfase está no uso de uma décima parte das rendas para a adoração em família. Os servos e o levita estariam presentes como participantes. O lugar mencionado nesta passagem é uma referência ao local onde estivesse o tabernáculo, Templo israelita. O levita não recebia esse dízimo pois era apenas um convidado ao banquete religioso da família.
Já em Deuteronômio 14:22-28 o 3°, lembrando dos pobres, viúvas e órfãos. Basicamente o mesmo conteúdo da passagem anterior com algumas informações adicionais. O banquete seria realizado a cada terceiro ano, evidentemente dentro do círculo sabático, isto é, ao terceiro e sexto anos. Caso o adorador morasse longe e fosse dificultoso transportá-lo , esse dízimo poderia ser vendido, se fosse de produtos agro-pecuários, e trocado por dinheiro (o que não era permitido fazer com o dízimo dos sacerdotes), e levado ao local do templo e no lugar determinado ele faria a festa. Nos outros anos o banquete deveria ser realizado em casa e a lista de convidados, desta vez, seria aumentada estendendo-se aos pobres, viúvas e órfãos. Mais uma vez é o adorador quem faz uso desse dízimo ao seu bel-prazer e o levita não o recebe, ele é, novamente apenas mais um convidado, como os demais, visto não ter “herança na terra”.
Aqui cabe apenas um breve comentário. O próprio apostolo Paulo, a quem tanto se referiram mais abaixo, tratou de pregar e ensinar sobre assuntos voltados a dinheiro e sustento dos ministros do evangelho, leia ICo 9. Vale lembrar que Paulo menciona o antigo testamento como base de seus argumentos.
Pagar ministros era uma prescrição da lei (v. 8 e 9), e esta o fazia pelo sistema de dízimos (Nm 18).
O verso 13, diga-se, é uma referência direta do dízimo. Pois baseia seu apelo para o pagamento de ministros da igreja no direito dos sacerdotes e levitas que tinham seu sustento garantido pelo dízimo, a principal de suas entradas. Afinal não eram os sacerdotes e levitas os únicos que se podiam achegar ao altar e prestar o serviço sagrado no Templo (Nm 18:20-26? Olha o que realmente o apostolo Paulo pensava sobre o assunto:
Essa parte, devida aos sacerdotes, é um direito do qual já estavam fazendo uso pois eles (Paulo e Barnabé, não trabalhavam secularmente), (vv. 01 ao 11).
1 Näo sou eu apóstolo? Näo sou livre? Näo vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Näo sois vós a minha obra no Senhor?
2 Se eu näo sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.
3 Esta é minha defesa para com os que me condenam.
4 Näo temos nós direito de comer e beber?
5 Näo temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmäos do Senhor, e Cefas?
6 Ou só eu e Barnabé näo temos direito de deixar de trabalhar?
7 Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e näo come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e näo se alimenta do leite do gado?
8 Digo eu isto segundo os homens? Ou näo diz a lei também o mesmo?
9 Porque na lei de Moisés está escrito: Näo atarás a boca ao boi que trilha o gräo. Porventura tem Deus cuidado dos bois?
10 Ou näo o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante.
11 Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais?
Bem, não encontramos em toda a bíblia um só texto que desaprova a coleta de dízimos e oferta nos cultos, entretanto em ICo 16.1 ele (Paulo), dá uma instrução, um mandamento aos irmãos de Corinto que ele já tinha ordenado às IGREJAS da Galacia, de fazerem coletas no 1° dia da semana. Em algumas vesões aparece o versículo dizendo " cada qual coloque em parte, em casa,..." pois ainda não havia igrejas, mas onde ja havia, era uma ordenança.
E no nosso caso, fazemos depois da palavra, não pela questão citada acima, mas por uma questão de diretriz do Espírito Santo e organização e objetivos de cada momento do culto.
1°-A palavra dízimo não é usada de forma direta nas instruções à igreja sobre o assunto, no entanto é bom lembrar que a omissão não invalida a doutrina e nem o Novo Testamento se destina a ser o instrumento único que vai estabelecer as doutrinas válidas da igreja. Uma doutrina não precisa ser repetida nos escritos neotestamentários para ser validada. Aliás, o Antigo Testamento eram as Escrituras usadas pelos apóstolos e na qual respaldavam seus ensinos. Encontramos, porém, no Novo Testamento, o ensino do dízimo abordado de outra forma, nos argumentos em favor de uma visão mais exaltada do ministério cristão e seu direito à justa remuneração. Como o dízimo subsistia, anteriormente, sem a lei levítica, como já foi visto, persevera após ela. Na igreja primitiva não foi abolido nada em relação ao seu sustento. Como já vimos, Paulo lembra os primitivos cristãos quanto a forma de sustendo da obra, dos santos, dos ministros, das viúvas, dos pobres e etc..., citando exatamente textos da lei dada ao povo de Israel, na qual continha o dízimo, e Paulo em nenhum momento o desaprovou . E se fosse errado, Deus traria isso ao nosso cohecimento de forma clara, não dedutiva, como se faz em certas ceitas.
Quanto ao pagar os impostos, Jesus foi muito enfático, dar ao governo o que é do governo, e a Deus o que é de Deus, e se havia parte do dinheiro do povo que era destinado a obediência em Deus, isso também se aplica aqui.
Não é requerido em nossa igreja o dízimo por necessidade, mas por obediência a palavra de Deus. O versículo referido acima, trata de ofertas alçadas, ou seja, ofertas com um fim específico, como construção, aquisição de bens, etc., assim como foi na construção do tabernáculo em Ex 25.2, e na restauração do templo nos tempos de do rei Joás.
Não podemos responder pelos tais "Nazarenos", o que pregamos é obediência a palavra de Deus, que como já foi mostrado acima, dízimos tem a ver com primícias, ou seja primeiro, e também diz que era de todo o sustendo, então que seja do todo.
Quanto as texto de Gl 5.1, o contexto da primeira parte nos mostra que o assunto era sobre circuncisão, e não dízimos ou ofertas, e na segunda parte o contexto trata da amar o próximo, mais uma vez não cita dízimos e ofertas. Vale dizer que a respeito da segunda parte do versículo Jesus disse: Mc 12.29~31
29 E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
30 Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coraçäo, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
31 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Näo há outro mandamento maior do que estes.
Já comentei este pouco mais acima.
O Novo Testamento deixa claro que o Senhor Jesus reconhecia o dízimo como um mandamento válido aos Israelitas, inclusive, era judeu e nascido sob a Lei ("Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei," Gl 4.4), com a missão de cumpri-la ("Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra." Mt 5.17,18).
Jesus por sua vez, também nunca pregou contra o dízimo, e volto a dizer, a ausência do termo não invalida o mandamento.
Mateus é o elo da revelação progressiva do VT para o NT que estava tendo lugar com a presença FÍSICA do Senhor na terra. Paulo, que entendia perfeitamente toda a lei do VT jamais escreveu uma palavra para aplicar o dízimo à igreja.
Mas também não escreveu para não pratica-la, se fosse errado, com certeza escreveria, ainda mais sendo Paulo.
O princípio bíblico para as igrejas que Paulo fundou e a doutrina que passou a Timóteo estabelece que “o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Cor 9:6), mas a graça de Deus (v.8) abundante em nós, produz boas obras. Pouco ou muito, deve redundar emboas obras e bom fruto e não desperdício. Paulo equaciona a oferta aos santos em necessidade com a glória que essa oferta traria para o evangelho de Cristo (v.13).
Novamente um erro de interpretação. Aqui trata-se de ofertas alçadas, não de dízimos.
A igreja citada no versículo, é uma igreja morna, aquela que transgride com o mundo, e em comportamento, se assemelha à sociedade ímpia ao seu redor; professa o cristianismo, mas na realidade é espiritualmente "desgraçada e miseravel" vv 17,18. Em nenhum momento trata do assunto em questão.
O princípio de Paulo é uma igreja onde a oferta é para produzir BOM FRUTO.
Este texto de ITm 6.3-21, refuta o amor ao dinheiro, ensina sobre a piedade vv6, estar aradecido a Deus pelo que temos vv8, que os ricos caem em tentação, relemrando as palavras de Jesus em Lucas 18.24,25 (o jovem rico que queria ir para o paraiso , mas estava apegado ao seu dinheiro) e etc.., mas em momento algum prega contra o dízimop e ofertas.
Reitero que dízimos em nossa igreja é para manutenção do templo, nunca para benefício de homens.
Aqui a refutação é contra a soberba, novamente não tem espaço para interpretação ao dízimo.
Já tratei sobre este versículo. Em momento algum imputamos culpas, ou maltratamos membros, apenas ensinamos a palavra de Deus. Entratetanto aqueles que porventura se sentirem assim, podem muito bem procurar-nos para os devidos esclarecimentos, se ainda assim, não se sentirem bem de conformidade com essa doutrina, tem o direito e liberdade, de abençoados pelos pastores, se desligarem do ministério, o que ainda não aconteceu, e que não é nosso propósito.
É preciso lembrar que havia três categorias de leis: A cerimonial, a civil e a moral.
1. A Lei Cerimonial diz respeito especificamente à adoração por parte de Israel (Levítico 1:2-3). Seu propósito primário era apontar adiante, para Cristo, portanto, não seria mais necessária depois da morte e ressurreição de Jesus. Mesmo não estando mais ligados à lei cerimonial, os princípios que constituem a base da adoração - amar e adorar ao Deus Santo - ainda se aplicam. Jesus foi frequentemente acusado pelos fariseus de violar a lei cerimonial.
2. A Lei Civil se aplicava à vida cotidiana em Israel (Deuteronômio 24:10-11). Pelo fato de a sociedade e a cultura modernas serem tão radicalmente diferentes das daquele tempo, esse código como um todo não pode ser seguido. Mas os princípios éticos contidos nos mandamentos são atemporais, e devem guiar nossa conduta. Jesus demonstrou estes princípios por meio de sua vida exemplar.
3. A Lei Moral (como os Dez Mandamentos) é a ordem direta de Deus, exige uma obediência total (Êxodo 20:13), pois revela sua natureza e vontade. Assim, ainda é aplicável em nossos dias. Jesus obedeceu completamente à Lei Moral."
"Estas leis, dadas a Moisés no Monte Sinai, eram o fundamento da vida civil, moral e cerimonial da nação. Ainda devemos considerar as leis morais porque elas são aplicáveis a todas as gerações."
"Nos dias de Jesus, os livros sagrados eram chamados 'A lei e os profetas' (Mateus 22:40). Quando Jesus disse que 'a lei e os profetas duraram até João', não estava se referindo aos dez mandamentos (Decálogo), mas a todas as regras, preceitos e decretos, que foram entregues por Deus a Moisés."
Isso não se aplica a nossa igreja.
Não foi o concílio, mas a palavra de Deus.
Aqui trata de ofertas, como já falei.
Ameaçar os crentes com o dízimo (ou com Malaquias 3:8) é um PECADO GRAVÍSSIMO e extremamente reprovável das igrejas protestantes! Isso, além de serfalta de amor, respeito e educação por parte daqueles que insistem nessa heresia!
Não ameaçamos os crentes, ensinamos a palavras sem lire intrpretação. Se ensinamos a palavra de forma limpa, não é heresia.
Como ja disse, não posso responder pelos "Nazrenos". E há sim, muitos usando o dinheiro sendo mal usado, mas isso não constitui a totalidade.
As igrejas protestantes seguem de perto a vaidade dos papas com as suas catedrais e outros monumentos (até chegar “César” e destruir tudo!). Os grupos carismáticos e neo-pentecostais e outros (grupos como a IURD – Igreja Universal do Reino de Deus!), além de ofenderem/roubarem os seus membros compregações acerca de dinheiro, contribuem para a desonra do evangelho e é necessário repreendê-los pela ofensa.
Ofensa que não achou base na bíblia, mas no julgamento errôneo e preconceituosode uma ceita.
Se fosse uma ofensa, de todos os apóstolos, ninguém enfatizou tal repreensão, nem Jesus. Inclusive, vou usar a Paulo, que tanto foi citado no e-mail que recebi, e comentar, que: O mesmo Paulo que tanto foi mencionado, como base (torcida) contra o dizimo e uso do dinheiro, abriu mão nesta ocasião (1 Co 9:12, 15), entre os coríntios (2Co 11:7), por causa da contestação do seu apostolado (2Co 11:5, 6) e para não dar ocasião aos falsos apóstolos (2Co 11:8 a 13), no entanto usou desse direito aceitando salário de outras igrejas (2Co 11:8) que por sua vez, tinham suas entradas da maneira que Paulo afirmou, usando os textos da lei, onde repousava a legitimidade de ofertas e dízimos.
Em nossos dias o ato de dizimar e ou ofertar estão desgastados; é visto pela sociedade como um meio de explorar a fé dos mais simples. Esta visão deturpada nasceu em decorrência dos exageros praticados por pregadores que não observam os princípios de Deus em suas vidas, e literalmente roubam os servos ao fazerem promessas mirabolantes de riquezas e prosperidades advindas da entrega do dízimo.
O Apostolo Paulo, escreveu uma carta à igreja de Corinto, na qual diz:
“O homem natural não aceita as cousas do Espírito... pois lhe é loucura; e jamais pode entendê-las.” 1Co 2.14
O dízimo é uma bênção àqueles que nasceram de novo e são movidos pelo Espírito de Deus em todas as situações. O homem natural (em pecado) não entende estas coisas e são tomados por questionamentos diversos, usando-os como base, não aceitam a nosso ato de alegria que leva-nos a reservar partes dos rendimentos para o Senhor e disponibilizá-los na forma de dízimos e ofertas.
Inclusive é comum ao “homem natural” questionamentos tais como:
. Deus não precisa de dinheiro!
. Deus é dono de tudo!
. Não vou encher a barriga de pastor!
. Ganho pouco, e sou pobre!
. Não sobra para o dízimo!
. Tenho escola das crianças, e muitas despesas!
. Isto é para os ricos!
. etc.
São homens que ainda não entregaram verdadeiramente suas vidas nas mãos do Senhor, são “naturais” e não conseguem enxergar com os olhos do Espírito a vontade de Deus para a vida de seus escolhidos, ao eleger-nos como provedores de Sua Obra.
Jesus literalmente afirma: “ Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” Lc 14.33
Esta é a principal condição exigida aos servos, a renúncia. Quando renunciamos a princípios, pensamentos, finanças, conhecimento, sabedoria e até a razão; nos tornamos “barro na mão do Oleiro” e somos reconstruídos com as qualidades comuns a Cristo. Estas “novas criaturas” são tomadas pelo Espírito Santo e as “coisas espirituais” afloram em atos e ações.
Espero que tenha conseguido esclarecer as dúvidas que pairavam sobre o assunto, e demonstrado como nós enxergamos a questão.
Em cristo
Eric Telles
Minístro Líder de Louvor.
